terça-feira, 25 de novembro de 2008

A volta do filho pródigo

Em minha infância me emocionei muito com a história onde uma jovem esposa, querendo presentear seu esposo no natal, e sem dinheiro algum, cortou os longos e lindos cabelos, e com a venda deles comprou para ele uma linda corrente de ouro para o seu relógio. Era o caso que ele tinha um belo relógio de ouro, herança de família, mas não tinha uma corrente à altura. Ocorreu que o jovem esposo querendo agradá-la e na mesma situação, vendeu o belo relógio e comprou com o dinheiro um lindo pente com três brilhantes, para os cabelos dela.

Devo ter me emocionado porque sempre achei muito lindo dar presentes, um ato de doação. De todos os trechos da bíblia, de longe o que eu mais gostava, era dos reis que traziam presentes ao menino Jesus. João Cabral de Mello Neto aproveitou a idéia, e no auto de natal “Morte e Vida Severina”, os pobres moradores do mangue trazem humildes presentes a uma criança que acaba de nascer: bolachas, caranguejos, pedaços de pano, frutas...bonito mesmo.

Adoro ver a cara de bobo que as pessoas fazem quando desatam fitinhas e desembrulham caixinhas:

- Não precisava...lá foi você gastar...

A boca fala uma coisa, os olhos falam outra. E quando damos exatamente aquilo que a pessoa queria ganhar então, é um deleite...

Todo esse preâmbulo aí nada mais foi do que o início de uma desculpa: adoraria presentear vocês, todos vocês, mas...

Sempre pensei em dar uma linda festa, mas festa daquelas onde a gente arca com os custos de transporte e hospedagem dos amigos e suas famílias, ida e volta, com direito a irem embora carregados de presentes. Festa com funcionários gabaritados para tomar conta das crianças, dos adolescentes, com acompanhantes para levar quem quiser a conhecer São Paulo ou às compras, carros à disposição de todos, festa faraônica, de uma semana no mínimo. O ponto máximo da festa seria um baile de gala, você não tem traje de gala? Eu forneceria o traje, sem problemas. Um mestre de cerimônias no final sortearia um carro, dois, três!

Bom, para isso precisaria a sorte nas loterias, eu? Imaginem...

Então vamos descer um pouco desse sonho, e para amenizar a falta de presentes, resolvi sortear entre vocês um livro: A volta do filho pródigo, de Henri J.M. Nouwen, um dos livros mais belos que já li. Você não terá a minha festa, mas terá um banquete celestial, pode acreditar. Para concorrer, tudo o que você precisa fazer é manifestar seu interesse aí nos comentários, portanto, mãos à obra. Não quero que fique nenhum de vocês de fora.

Essa será uma boa oportunidade para você, que me visita ocasionalmente, e que nunca se apresentou, se apresentar. Manifeste-se, e concorra ao livro, você irá gostar.

O sorteio vale também para os leitores que moram fora do Brasil.

Se você está entrando aqui hoje pela primeira vez, não tem importância, manifeste-se também e concorra ao livro.


Se você já tem ou já leu o livro, manifeste-se igualmente. Você poderá presentear alguém com ele.

O importante é você não ficar de fora, vamos lá, não me deixem passando vergonha!

O sorteio será no dia 21 de dezembro, por volta das sete horas da noite, e todo aquele que tiver se inscrito até o último minuto poderá concorrer.

Agora é com vocês.